segunda-feira, 1 de junho de 2026

Disputa por vaga ao Senado esquenta bastidores da base da governadora Raquel Lyra

Governadora Raquel Lyra (PSD) ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e os pré-candidatos ao Senado, Miguel Coelho (UB) e Túlio Gadelha (PSD) (Foto: Janaína Pepeu/Secom)

A sinalização da governadora Raquel Lyra (PSD) da possível consolidação da composição da “chapa da vitória” para disputar a reeleição em 2026, com a vice-governadora Priscila Krause (PSD), Túlio Gadelha (PSD) e Miguel Coelho (UB) - portanto, sem o presidente do PP e da Federação União Progressista, Eduardo da Fonte (PP) - acirrou a disputa interna por uma das vagas ao Senado na base governista.

Com os nomes considerados estratégicos para a formação da majoritária, a fala da governadora, registrada durante agenda no São João de Caruaru, neste final de semana, ampliou ainda mais as especulações sobre quem ocupará as duas vagas ao Senado.

Miguel voltou a reforçar publicamente sua disposição de disputar uma cadeira no Senado Federal. O ex-prefeito de Petrolina elevou o tom da disputa ao declarar, durante entrevista à TV Nova, que pretende manter sua candidatura mesmo sem consenso dentro da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

“Eu fico tranquilo que eu serei candidato a senador, nem que o União vá avulso, a Federação vá avulso”, declarou.

Miguel reforçou ter uma “pré-candidatura competitiva e consolidada”, defendendo a renovação da representação pernambucana na Casa Alta.

“Conheço todo o estado e quero ajudar Raquel Lyra a fazer uma gestão ainda melhor neste segundo mandato. Sou o único entre os pré-candidatos que já foi prefeito e sei das dificuldades que os municípios enfrentam”, afirmou.

A fala de Raquel Lyra repercutiu dentro da própria federação e provocou reação entre integrantes do PP. Nos bastidores, uma candidatura avulsa ao Senado não teria viabilidade jurídica, já que a legislação eleitoral não permite que partidos federados lancem mais de um candidato para o mesmo cargo dentro da mesma aliança estadual.

Como União Brasil e PP integram oficialmente a Federação União Progressista, os dois partidos são obrigados a atuar de forma conjunta nas eleições majoritárias. Na prática, isso significa que apenas um nome poderá ser escolhido pela federação para disputar a vaga ao Senado na chapa de Raquel Lyra.

Diante do impasse, parlamentares do PP solicitaram a convocação de uma reunião da executiva estadual da federação para discutir e definir quem será o candidato ao Senado. O pedido foi feito ao presidente estadual da União Progressista, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que também é pré-candidato à vaga.

A reunião, no entanto, ainda não tem data para acontecer. Eduardo da Fonte está fora do país e, até o momento, não houve definição sobre quando a executiva estadual será convocada.

Enquanto isso, a disputa segue aberta dentro da base governista. Nos bastidores, o deputado federal Túlio Gadêlha já é tratado como nome praticamente consolidado para uma das vagas ao Senado na chapa de Raquel Lyra, deixando Miguel Coelho e Eduardo da Fonte na disputa direta pela outra indicação da União Progressista.

“Não há espaço para candidatura avulsa na União Progressista”, afirma Sérgio Colin

O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP/UP), é uma das lideranças a favor da realização de uma reunião da executiva da Federação União Progressista para definir o nome que irá compor a chapa da governadora Raquel Lyra. Segundo o gestor, a decisão deve ser construída de forma coletiva, respeitando os prefeitos, parlamentares e lideranças que integram a Federação em todo o estado.

“A União Progressista é uma construção coletiva e decisões dessa importância precisam ser tomadas em conjunto. Não permitiremos candidatura avulsa, estamos fechados com a Governadora Raquel Lyra”, comunicou Sérgio Colin.

Embora o gestor defenda o nome de Eduardo da Fonte para o Senado, a definição da vaga, segundo ele, deve passar pela executiva da Federação e representar a vontade da maioria dos seus integrantes.

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