Segundo pesquisa, estado paga o menor valor por hora/aula para profissionais mantidos em contratos provisórios.
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Sede do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) fica no Centro do Recife — Foto: TCE-PE/Divulgação
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu o governo de Pernambuco de contratar novos professores temporários e de renovar os contratos existentes na rede pública de ensino. Uma pesquisa do Todos pela Educação mostra que o estado mantém 63% de seu quadro de docentes no modelo de contratação provisória, com apenas 36% de efetivos. A proporção é a mais alta do Nordeste.
Além disso, segundo o levantamento, os professores temporários de Pernambuco são os que recebem o menor valor por hora/aula em todo o país. O g1 procurou a Secretaria Estadual de Educação, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
De acordo com o TCE, a decisão foi tomada em plenário na quarta-feira (8), acatando parcialmente um recurso apresentado pela Secretaria de Educação. O governo questionava uma determinação anterior que ordenava a substituição imediata dos temporários por concursados.
A ordem foi retirada, mas o órgão manteve a suspensão de novos contratos temporários. Além disso, o TCE determinou que o governo atualize os dados sobre o número de profissionais efetivos e temporários no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres).
Ainda segundo o tribunal, os conselheiros também decidiram iniciar uma auditoria especial para verificar, em 30 dias, as "reais necessidades" de nomeação de professores pelo estado.
Aumento no número de temporários
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Estudantes do 3º ano em sala de aula de escola estadual localizada na Zona Norte do Recife, nesta terça-feira (6) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
O levantamento do Todos pela Educação, divulgado em abril deste ano, traz dados referentes a 2023. A pesquisa faz um ranking das unidades da Federação com base no percentual de professores efetivos e temporários que atuam na rede pública.
Na lista, Pernambuco aparece entre os dez estados que mantêm, proporcionalmente, o maior quantitativo de profissionais em contrato provisório, ocupando a oitava posição no país e a primeira no Nordeste. Os maiores percentuais foram registrados nos governos de:
Minas Gerais, com 80% de temporários;
Tocantins, com 79%;
Acre, com 75%;
Espírito Santo, com 73%;
Santa Catarina, com 71%;
Mato Grosso do Sul, com 70%;
Mato Grosso, com 66%;
Pernambuco; com 63%;
Rio Grande do Sul, com 59%;
Ceará, com 57%.
Ainda segundo a pesquisa, nos últimos dez anos, Pernambuco vem reduzindo o número de efetivos e aumentando o de temporários e, desde 2022, a quantidade de contratos provisórios superou a de concursados.
Pernambuco também é o estado que paga o menor salário para os profissionais contratados no modelo provisório. De acordo com o levantamento, na rede estadual de ensino, a remuneração inicial dos professores temporários é de R$ 12,20 por hora/aula, uma diferença de R$ 17,10 em relação à base do salário dos efetivos.
No documento que explica o estudo, o Todos pela Educação avaliou que a contratação temporária de professores é um recurso legal que pode ser utilizado em situação excepcionais, mas, conforme os dados, isso não está sendo cumprido.
Por g1 PE
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