
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu preventivamente o vereador Cristiano Lima dos Santos, de 45 anos, suspeito de envolvimento direto na tentativa de homicídio contra o empresário e mergulhador Samyr Oliveira, que morreu nove dias após o atentado. A prisão ocorreu no município de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, onde o parlamentar estava escondido no bairro Maria Vieira.
Conhecido politicamente como “Cristiano da Van”, o vereador exerce mandato em Petrolândia, no Sertão do estado. O crime que motivou a prisão aconteceu no dia 13 de janeiro, quando Samyr Oliveira trafegava de motocicleta pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar. Ele foi perseguido por um atirador, tentou escapar, mas acabou atingido por disparos de arma de fogo.
Gravemente ferido, o empresário foi socorrido e levado ao Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, onde permaneceu internado por nove dias. Apesar dos esforços médicos, Samyr não resistiu às complicações e morreu, o que levou a investigação a ser tratada como homicídio consumado.
Segundo o delegado Ighor Nogueira, da 17ª Delegacia Seccional, o vereador já vinha sendo monitorado pelos setores de inteligência da Polícia Civil. No momento da abordagem, Cristiano Lima tentou fugir subindo no telhado do imóvel onde se escondia, mas foi alcançado e detido pelos agentes.
Durante depoimento, conforme informações repassadas pela polícia, o parlamentar teria confessado a autoria do crime. A motivação apresentada seria uma suposta prática de injúria e difamação que, segundo ele, vinha sendo cometida pela vítima.
A Câmara Municipal de Petrolândia se manifestou por meio de nota oficial assinada pelo presidente Erinaldo Alencar Fernandes. No texto, o Legislativo afirmou que repudia qualquer forma de violência, ressaltou que não compactua com condutas criminosas e destacou que os fatos não representam os valores da instituição. A Casa informou ainda que acompanhará os desdobramentos do caso dentro dos limites regimentais e legais.
Após passar por audiência de custódia, Cristiano da Van foi encaminhado ao presídio de Santa Cruz do Capibaribe, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar se outras pessoas participaram do crime e para esclarecer todos os detalhes da ação criminosa.
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