Em uma sessão com galerias lotadas e clima acirrado na Câmara Municipal do Recife, os vereadores rejeitaram o pedido de admissibilidade de tramitação do pedido de impeachment do prefeito João Campos

Plenário da Câmara Municipal do Recife (Marina Torres/DP Foto)
Em uma sessão com galerias lotadas e clima acirrado na Câmara Municipal do Recife, os vereadores rejeitaram o pedido de admissibilidade de tramitação do pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB), nesta terça-feira (3).
O placar da votação foi de 25 votos contrários ao pedido, feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), e nove favoráveis. Houve uma abstenção.
O pedido foi feito após a polêmica envolvendo um concurso com cargo para pessoa com deficiência.
Moura apresentou seus argumentos de que João Campos cometeu crime de responsabilidade e de improbidade, ao nomear um procurador na cota de pessoa com deficiência. Ele apresentou o relatório com 480 páginas para que fosse aberto o processo de investigação.
O líder do Governo, Samuel Salazar (MDB), defendeu o prefeito, afirmando que João Campos tinha base legal na sua decisão, e que o pedido de impeachment “é completamente vazio”.
Clima
Na plateia do plenário, apoiadores do prefeito João Campos exibiram faixas e gritaram palavras de ordem durante a fala do vereador da oposição, Eduardo Moura. Frases como "é o melhor prefeito do Brasil" também foram proferidas.
"É covardia demais. Tá arregando" gritaram apoiadores da oposição após a vereadora Jô Cavalcanti se abster da votação.
Do lado de fora do plenário, dezenas de opositores ao governo de João Campos também estiveram presentes, protestando a favor do impeachment do prefeito.
A Guarda Municipal, a Polícia Militar e o GTO estiveram no local para conter a multidão.
Após a admissibilidade ser negada, vereadores da oposição ainda tentaram falar e ressaltar a injustiça da decisão. Apoiadores do prefeito que ainda estavam na plateia vaiavam os parlamentares.
Algumas faixas foram vistas nas galerias do plenário: “Investigar sim, impunidade não” era uma delas.
Repercussão
Eleitor de João Campos, Geraldo Araújo esteve na Câmara nesta terça e afirmou que “foi palco eleitoral” e que o pedido era “ilegal”.
Da oposição, Cleto Correia afirmou que disse que foi para a Câmara em “busca de investigação”. “Quem não deve, não precisa temer”, declarou.
Depois da votação
O clima ficou tenso no lado de fora da Câmara Municipal do Recife, nesta terça (3), após os vereadores rejeitarem o pedido de admissibilidade do processo de tramitação do impeachment do prefeito João Campos (PSB).
A equipe do Diario flagrou o momento em que um homem dá um chute e outro, de posição contrária.
A Guarda Municipal foi obrigada a intervir. Os envolvidos foram afastados e levados para longe da porta de entrada do plenário.
Mesmo depois dessa confusão, foi possível acompanhar bate-boca entre os grupos que demonstravam posições contrárias.
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