
Índice de Desemprego de Pernambuco, apesar do recuo, segue entre os piores do País (Carlos Moura)
Pernambuco encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 8,3%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número representa queda de 0,9 ponto percentual em relação aos 9,2% registrados no primeiro trimestre, mas não foi suficiente para tirar o estado do grupo dos piores índices do país. Pernambuco aparece agora na terceira colocação, empatado com o Piauí e atrás apenas da Bahia (9,1%) e do Amapá (9,8%).
No trimestre anterior, Pernambuco dividia a segunda pior posição com Bahia e Alagoas (ambos com 9,2%) e atrás apenas do Amapá, que liderava o ranking com 10%. Com a melhora do índice de Alagoas, Pernambuco foi deslocado para a terceira posição, mesmo com a queda local.
A taxa nacional também recuou no período, de 6,1% para 5,4%. Onze estados fecharam o segundo trimestre abaixo dessa média, com destaque para Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%), os três melhores índices do país.
Para o analista da pesquisa William Kratochwill, segundo a Agência Brasil, a diferença entre os estados está ligada ao grau de industrialização, ao ritmo da atividade econômica e ao nível de instrução da população, fatores que, segundo ele, explicam por que a região Sul ainda apresenta índices mais fortes que os estados do Norte e do Nordeste.
A pesquisa do IBGE mede o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e considera qualquer forma de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporária ou por conta própria. Só é considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. O levantamento visita 211 mil domicílios em todo o país, incluindo o Distrito Federal.
O desemprego de longa duração, categoria que reúne pessoas que buscam vaga há dois anos ou mais, segue em queda no país. O contingente chegou a 1,06 milhão de pessoas no segundo trimestre, o menor da série histórica iniciada em 2012, com recuo de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025.
A pesquisa também expõe desigualdades persistentes no mercado de trabalho nacional. A desocupação entre mulheres (6,4%) ficou acima da média no trimestre, enquanto a dos homens (4,6%) ficou abaixo. Na comparação por cor, o desemprego entre pretos (6,9%) e pardos (6,1%) também superou a média nacional, enquanto o de pessoas brancas (4,2%) ficou abaixo.
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